Archive for the ‘citações’ Category
hoje à noite é verão
(500) Days of Summer
Tom: What happens when you fall in love?
Summer: You believe in that?
Tom: It’s love, it’s not Santa Claus.
quote of the day
também acho que sim
“O esquecimento é um mecanismo fundamental da minha relação com o mundo.”
Pacheco Pereira, no Festival do Clube de Criativos
frase do dia
“Tens uma brancura muito à século XVIII.”
frase(s) do dia
(retirado daqui)
” (…) estás muito requisitada tu.”
” (…) estás a atrair.”
” (…) ui, ui, ui (…)”
Ao que eu respondo:
Não há fartura que não dê em miséria.
[Isto a respeito do pequeno mundo da publicidade, onde é quase tão difícil entrar, como arranjar uma vaga na Nasa]
intransponível, é isso
Não te procurei porque procurar-te me daria a exacta dimensão da tua ausência, poderia vaguear minutos horas, procurar-te quem sabe chamar por ti dizer o teu nome, saberia eu que de pouco me adiantava, seria isto pergunta ou a exacta afirmação de que não te encontras.
Mal tu sabes não tiveste tempo de saber, o que pode ser uma hesitação tão estúpida entre caminhar entre os nossos destroços ou deixar-me ficar
Sentado
Encostado à banca da cozinha
Absorto a acender mil vezes o isqueiro
Reduziste-me afinal a estes passos desencadeados, todas as minhas dúvidas do momento estão aqui, sento-me, levanto-me (…)
(…) falta-me o pormenor que te define mesmo, um detalhe para que sejas absolutamente
exacta, clara
a inveja que tenho de quem sabe traduzir.
Rodrigo Guedes de Carvalho, in A Casa Quieta
(edição Dom Quixote)
[a ler novamente. não há como resistir-lhe]
o tempo

Salvador Dali – pormenor de “A persistência da memória” (1931)
“Perguntei ao tempo, quanto tempo é que o tempo tem. E o tempo respondeu-me que tem tanto tempo, quanto tempo, o tempo tem!”
Chiado, 1 de novembro
“O fogo e o frio moram na música dos Sigur Rós. O silêncio.”
Nuno Galopim sobre Heima (Casa), o novo e primeiro filme/documentário dos Sigur Rós.
as mãos
Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.
Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.
Alguns pensam que são as mãos de deus
- eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.
Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.
Coração Habitado de Eugénio de Andrade, in «Até Amanhã», 1956
canções de amor
“Ama-me menos, mas por mais tempo.”
